Esgoto que ameaça rio Betari será tratado em Iporanga
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Esgoto que ameaça rio Betari será tratado em Iporanga

José Tomazela

25 de julho de 2013 | 20h37

O esgoto produzido pela comunidade tradicional do bairro da Serra, em Iporanga, e que ameaça a pureza das águas do rio Betari, formador de cachoeiras e um dos principais cursos d’água do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), será integralmente tratado.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciou a construção de três quilômetros de redes coletoras e de 125 ligações prediais, e vai instalar duas estações compactas com capacidade para processar 2,5 mil litros de esgoto por hora para atender o bairro.

A comunidade está estabelecida na porta de entrada do Petar, unidade de conservação com 36 mil hectares de Mata Atlântica, que abriga o maior conjunto de cavernas calcárias do País, com cerca de 350 grutas. Além de manter pousadas para os visitantes, muitos moradores são monitores ambientais e trabalham como guias turísticos no parque.

A falta de um sistema de coleta e tratamento de esgotos sempre foi apontada como o maior problema da comunidade rural, mas haviam entraves ambientais para a obra. Além de colocar em risco a saúde e o bem-estar dos 800 moradores e de pelo menos mil visitantes mensais, a ausência de saneamento ameaçava a qualidade das águas do Betari, que corta o bairro. O sistema vai custar R$ 1,4 milhão e fica pronto em sete meses.

 

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