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Degradação ameaça represa que abastece Sorocaba

José Tomazela

13 Maio 2013 | 11h26

A represa de Itupararanga, responsável pelo abastecimento cerca de um milhão de pessoas em sete cidades da região de Sorocaba, enfrenta rápido processo de degradação. Relatório de qualidade das águas superficiais do Estado, divulgado dia 25 pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) mostrou que a qualidade do manancial piorou em relação aos anos anteriores. Análises feitas ao longo de 2012 apontaram aumento na presença de cianobactérias, células semelhantes a algas que proliferam em ambientes ricos em nitrogênio e fósforo. Esses elementos indicam a contaminação da água por adubos agrícolas e esgotos.

A represa, formada pela barragem dos rios Sorocabuçu e Sorocamirim, é o único grande reservatório de água ainda limpa da região. As captações abastecem toda a cidade de Votorantim, com 110 habitantes, e grande parte dos 610 mil moradores de Sorocaba. Também usam água para abastecimento as cidades de Ibiúna, São Roque, Mairinque, Alumínio e Piedade. A transformação do entorno em Área de Proteção Ambiental (APA) em 1998 não evitou a ocupação das margens do principal manancial de água doce da região por loteamentos e culturas que utilizam agroquímicos.

Para a SOS Itupararanga, que há doze anos atua pela preservação da represa, a falta de saneamento em cidades como Ibiúna, Vargem Grande Paulista e Cotia (Distrito de Caucaia) contribui para esse cenário, pois  esgoto doméstico é despejado sem tratamento em afluentes da represa, como o rio Sorocamirim. A entidade denunciou também a instalação de mineradoras de areia na várzea do rio Sococabuçu. A organização não-governamental tenta mobilizar a sociedade em defesa do manancial.

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