Cachorra que seguia enterros ganha estátua em Avaré
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Cachorra que seguia enterros ganha estátua em Avaré

José Tomazela

07 Julho 2013 | 12h31

 

A cachorra que acompanhava velórios e seguia os enterros em Avaré, no sudoeste paulista, ganhou uma homenagem dos moradores da cidade, dois meses após sua morte. Neste sábado (6), em frente ao cemitério da cidade, foi inaugurada uma estátua da cachorra conhecida como ‘Branquinha’. Pelo menos 50 pessoas acompanharam a inauguração.

A autora da iniciativa, Castorina Rodrigues, presidente da Casa de Artesanato de Avaré, disse que o objetivo é lembrar um animal estimado por toda cidade. “A Branquinha era muito querida por todos e sua morte causou comoção. Ela merece ser lembrada.” A estátua, em tamanho natural, foi confeccionada pelo escultor Florisval Tegani. No pedestal, foi fixada uma placa com os dizeres: “Sou Branca, branquinha de alma e coração. Por muitas vezes acompanhei suas aflições. Hoje estou com os anjos em oração e para ser guardiã de todos que por aqui se encontrarão”.

A cachorra apareceu no portão do cemitério com vários ferimentos há oito anos e foi adotada pelos coveiros. Quando saíam os cortejos para sepultamento, ela ia à frente e permanecia ao lado do túmulo até o fechamento da sepultura. Ela teve câncer e, apesar de bem cuidada, morreu no dia 2 de maio.

A história de ‘Branquinha’ lembra a de outro cão famoso, Hachiko, da raça akita, do Japão. O dono do animal pegava o trem diariamente para dar aulas e o cão o esperava na praça da estação. O homem teve um ataque cardíaco e morreu na universidade – mesmo assim Hachiko continuou esperando por ele por quase dez anos. Em 1934, foi homenageado com uma estátua na mesma praça. O cão faleceu um ano depois, mas sua história virou o filme A Dog’s Story (Sempre ao seu Lado, no Brasil) estrelado por Richard Gere.

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