Atibaia tenta salvar casarão histórico de mais de 200 anos
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Atibaia tenta salvar casarão histórico de mais de 200 anos

José Tomazela

15 de outubro de 2013 | 16h32

O município de Atibaia tenta salvar o Casarão Júlia Ferraz, um dos seus mais expressivos monumentos arquitetônicos e que corre o risco de desabar. O edifício, que ainda guarda parte da construção original, em taipa, datada de 1776, foi tombado em 1975 pelo Condephaat, órgão estadual do patrimônio histórico, e está com a estrutura comprometida.

Nesta segunda-feira (14), a prefeitura enviou à Câmara projeto de lei que possibilita ao Executivo promover ações de prospecção estrutural do madeiramento, assim como as obras emergenciais de conservação no casarão, também conhecido como Solar Coronel Jorge Ferraz. O objetivo, além de preservar a estrutura do prédio, é garantir a segurança de quem passa pelo local, tendo em vista que a edificação está comprometida pela ação do tempo, segundo a prefeitura.

O projeto prevê parceria com organismos estatais que possam canalizar recursos financeiros para a realização das obras. Além disso, autoriza a abertura de crédito adicional especial, ou remanejamento de dotações do orçamento, para a cobertura das despesas.

Com a aprovação pelos vereadores, a prefeitura terá meios de realizar obras emergenciais bancadas pelo erário, enquanto busca outras fontes de recursos. Como estância turística, Atibaia pode recorrer ao Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias (Dade), do governo estadual, que dispõe de verbas para incentivar o turismo.

Moradores se mobilizam, inclusive em redes sociais, para que o prédio seja recuperado e convertido num centro cultural. O Conselho Municipal de Cultura já reconheceu a importância histórica e arquitetônica do casarão, o que permite o uso de verbas públicas no restauro.

O solar foi moradia de políticos do Partido Liberal no século 19. O segundo andar da casa, que era térrea, foi construído em 1845, com uma estrutura de madeira preenchida com taipa de mão pelo coronel Ferraz. Em 1903, o prédio foi modernizado pelos herdeiros, ganhando o desenho atual, com amplas fachadas em que se destacam os janelões avarandados. Em 2006, uma restauro de emergência com apoio da Petrobrás evitou o desabamento do telhado. O edifício fica na Praça da Matriz, região central da cidade.