Após risco de demolição, igreja será recuperada em Taquarituba
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Após risco de demolição, igreja será recuperada em Taquarituba

José Tomazela

10 Fevereiro 2016 | 15h02

   A igreja matriz de Taquarituba, interditada desde janeiro deste ano pela Defesa Civil, depois de apresentar rachaduras, já não corre risco de demolição. Os peritos que examinaram o prédio concluíram que é possível fazer a sustentação do alicerce da torre de 40 metros que sofreu infiltração e está cedendo. As prospecções já realizadas no local mostraram que a base do alicerce continua sólida, apesar do solapamento causado pelas chuvas.

A demolição do principal templo católico da cidade, construído em 1958, foi aventada pelos técnicos da prefeitura, depois que as fissuras na estrutura interna ficaram mais evidentes. Além da igreja, a Defesa Civil interditou as ruas do entorno, na região central da cidade. O risco de demolição mobilizou os fiéis, inconformados com a possível perda do local de orações, batizados e casamentos que reúnem as famílias locais.

O pároco, padre José Sérgio de Lima, encomendou um laudo que indicou ser possível a recuperação da estrutura, com o reforço dos alicerces. Uma empresa já iniciou os trabalhos. O padre acredita que as celebrações da Semana Santa deste ano já serão realizadas na igreja. Desde a interdição, missas e outras celebrações acontecem num imóvel improvisado, na região central.

Os católicos da cidade gostam de lembrar que, em 2013, quando Taquarituba foi atingida por um tornado com ventos de até 200 km/h, mais de 800 casas e estabelecimentos comerciais ou industriais foram destruídos. A igreja estava na rota do vendaval, mas nada sofreu.

A igreja matriz continua interditada.

A igreja matriz continua interditada.