Após 110 anos, primeira basílica do País ainda é atração em Aparecida
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Após 110 anos, primeira basílica do País ainda é atração em Aparecida

José Tomazela

03 de outubro de 2019 | 12h44

Enquanto o foco das atenções se volta para o Santuário Nacional, que vai sediar as principais celebrações da Festa da Padroeira do Brasil, no próximo dia 12, a antiga basílica de Nossa Senhora Aparecida chega aos 110 anos renovada e, ainda, muito procurada pelos fiéis, em Aparecida. A igreja foi a primeira no país a ser reconhecida com o título de basílica, pelo Vaticano, em setembro de 1909.
Na época, o documento papal reconheceu a importância das peregrinações e do culto à padroeira para a Igreja Católica. O templo, ligado ao Santuário Nacional por uma passarela, abrigou até 1982 a imagem original de Nossa Senhora Aparecida, considerada milagrosa.
A igreja antiga foi construída na segunda metade do século 19 e inaugurada em 1888, um ano antes da proclamação da República. Vinte anos depois, os bispos brasileiros enviaram um pedido de reconhecimento ao Vaticano. Um decreto assinado pelo Papa Pio X concedeu à igreja de Aparecida o título de basílica menor – promoção dada às igrejas importantes, que não são vinculadas diretamente ao papa.
No ano seguinte, o então arcebispo de São Paulo, dom Duarte Leopoldo e Silva, oficializou a nomeação, instituindo a primeira basílica brasileira. Em homenagem, o papa enviou fragmentos de ossos e uma pedra com sangue de São Vicente, mártir espanhol do século 4, para serem depositados na igreja. Também presenteou o templo com os símbolos de uma basílica: um ganfalone – estandarte listrado com as cores da Santa Sé – e um tintinábulo, um sino com haste tocado durante as missas. Essas relíquias continuam expostas no templo.
Em todo o mundo, existem cerca de 1,8 mil basílicas, a maioria na Itália. No Brasil, são 71, duas delas em Aparecida – a outra é a do Santuário Nacional.
A basílica velha passou por uma reforma que durou 11 anos e só foi concluída em 2015. O restauro incluiu a estrutura do templo e os adornos internos, como imagens e pinturas clássicas. Os restauradores descobriram que havia sete camadas de tintas sobrepostas nas paredes. O restauro recuperou a pintura original.

Após 110 anos, primeira basílica do Brasil ainda atrai fiéis. Foto A12/Divulgação

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