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Animais órfãos ganham ‘amas de leite’ em Sorocaba

José Tomazela

13 Maio 2013 | 16h31

‘Carlota’, fêmea de macaco-aranha com pouco mais de um ano, teve os pais mortos por caçadores e só sobreviveu porque o zoológico municipal de Sorocaba mantém um berçário para animais silvestres órfãos. Ali, biólogos e tratadores assumem o papel de ‘amas de leite’ e amamentam os bichinhos até que eles consigam se alimentar sozinhos. Mamadeiras, conta-gotas e seringas sem agulha são equipamentos que substituem as tetas maternas. O leite recebe vitaminas e suplementos conforme a necessidade do bebê animal.

Além de ‘Carlota’, estão no programa de amamentação assistida uma fêmea de veado catingueiro com dois meses cujos pais também foram vítimas de caçadores, um casal de sagui-de-tufo-preto, uma fêmea de tamanduá-bandeira e um ouriço-cacheiro. Depois que passam a se alimentar sozinhos, os filhotes são transferidos para os recintos da sua espécie. O programa existe há mais de 20 anos e já salvou a vida de muitos filhotes, como  o de onça-pintada e do muriqui, ameaçados de extinção. O índice de sucesso dessa amamentação no zoo é de 98%. Desde domingo (13), em homenagem às mães, o berçário está aberto à visitação de escolas. O zoo de Sorocaba abriga 1.400 animais e desenvolve programas de reprodução e preservação de espécies ameaçadas.