Animais mortos em estrada vão para museu da USP
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Animais mortos em estrada vão para museu da USP

José Tomazela

11 Fevereiro 2014 | 18h07

A Autopista Régis Bittencourt, concessionária da BR-116, que liga São Paulo a Curitiba cortando o Vale do Ribeira, fechou parceria com o Museu de Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP) com o objetivo de enviar animais silvestres mortos na estrada para estudo no Museu de Anatomia Veterinária. Para que chegue em condições favoráveis para análise, o animal recolhido é acondicionado em freezer na Base 3 da Autopista, localizada no km 343, em Miracatu, de onde é retirado por equipe especializada do museu.

Já os animais feridos são encaminhados para uma universidade em São Vicente, litoral paulista, depois de passar por um pré-atendimento na Serra do Cafezal, em Miracatu, feito por um veterinário contratado. “Dependendo da avaliação, o animal é reintroduzido ao seu habitat ou é encaminhado para a Faculdade de Veterinária”, explicou Andrea Arima, analista de meio ambiente da Autopista. Isso já ocorreu com um bicho-preguiça.

A técnica conta que a maior parte dos animais levados à USP é vítima de atropelamento no trecho da cidade de Taboão da Serra até a Serra do Cafezal, em Miracatu. O convênio foi firmado em dezembro de 2013 e se iniciou efetivamente em janeiro deste ano. Com isso, a concessionária cumpre o programa de monitoramento de fauna do Ibama e ainda pretende iniciar um trabalho educacional com estudantes para levá-los ao museu conhecer as espécies encontradas na região. A Autopista Régis Bittencourt está sediada em Registro, no Vale do Ribeira, região em que é muito forte a questão da preservação ambiental, principalmente por seus recursos naturais.

 

Régis Bittencourt em trecho de serra