Ano novo, cidade nova? ___ 05 | Reduzindo a poluição visual
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Ano novo, cidade nova? ___ 05 | Reduzindo a poluição visual

Henrique de Carvalho

07 de janeiro de 2019 | 06h30

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Quinto e último episódio de nossa série de Ano Novo. Foram ao todo cinco pontos relevantes e simples de implantar, com o intuito de inspirar pessoas e administrações municipais a revolucionarem suas cidades nestes dois anos que ainda lhes restam até as próximas eleições para prefeito.

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05 | Reduzindo a poluição visual

Neste ponto São Paulo conseguiu uma façanha. Há mais de uma década a cidade criou uma legislação rigorosa para reduzir a poluição visual e, contrariando as expectativas, deu certo. O problema é que o programa de despoluição parou por aí, mas serve de exemplo para todas as cidades menores, mostrando que é possível dar este primeiro passo e continuar melhorando ao avançar sobre outros tipos de poluição, como a sonora, do ar, luminosa (excesso de luz esconde estrelas), dos rios, do solo, dentre outras.

A comunicação visual dos centros urbanos se apresenta como se gritasse na paisagem e em nosso campo visual. Não à toa, nos mesmos centros há música alta da pior qualidade e narradores com megafone mimetizando estereótipos radiofônicos em anúncios de promoções. É como se a invasão do espaço alheio, do espaço público, fosse um recurso para captar clientes quando, na realidade, ninguém vai entrar estimulado pela gritaria ou por música terrível sendo tocada; as pessoas entram em lojas pra ver se encontram determinado produto, e barato.

Conter os berros em nosso campo de visão seria uma primeira medida para levar aos centros maior qualidade estética. Principalmente do interior, estaria atrelada ao resgate histórico e devolveria às pessoas e à paisagem belas construções antigas que resistem em bom estado de conservação.

Recuperaríamos, com simplicidade, a lembrança de histórias e atmosferas urbanas de tempos passados, referências mais consistentes para seguirmos construindo cidades de qualidade.

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