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Vou mal, obrigado

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h29

Publicado pela 1ª vez em 10/12/2009
Uma das profissões mais antigas do mundo passa por imensas dificuldades e está ameaçada por gente desqualificada para tão nobre função.
Os usurpadores desrespeitam quem realmente entende do assunto e tomam o lugar dos especialistas da área com a maior cara-de-pau e sem nenhuma cerimônia.
Os farsantes fazem piruetas verbais, dão saltos orçamentários, fingem promover debates de assuntos importantes e abraçam verbas até com as pernas.
Alguns, descaradamente, tentam fazer graça usando cuecas e meias que escondem grandes somas de dinheiro. Outros jogam panetone para o alto e distribuem narizes redondos e vermelhos para a platéia.
Os verdadeiros seguidores dessa tão respeitada e antiga arte já não suportam mais tamanha concorrência desleal e resolveram dar um grito de alerta exatamente hoje, que é o Dia do Palhaço.
Para marcar a data, a categoria realiza um seminário justamente na Câmara dos Deputados um lugar onde tem gente que já se cumprimenta dizendo: “Como vai, como vai, como vai? Como vai, como vai, vai, vai? Muito bem, muito bem, muito bem. Muito bem, muito bem, bem, bem, bem…”.

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