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Um man muito perigoso

Haisem Abaki

11 Novembro 2016 | 09h28

Os últimos acontecimentos revelaram ao planeta a insanidade de um sujeito perigosíssimo, que parece capaz de criar vários personagens de acordo com a conveniência de cada momento. E assim ele vai se apresentando de diferentes formas. Às vezes, agressivo e nojento. Em outras, dócil e com um papinho fajuto de paz e amor com segundas, terceiras, quartas e quintas intenções.

Ele dá voz às mais absurdas, caricatas e bizarras barbaridades. Não está nem aí para o politicamente correto, se bem que, reconheço, às vezes o politicamente correto deixa esse nosso mundinho mais chato. Bem, então não se pode dizer que o cara não é “sincero” em suas falas. Uma sinceridade agressivamente constrangedora. Ou seria constrangedoramente agressiva?

O problema é que esse man aí parece ter se transformado em porta-voz das massas que se consideram esquecidas pelas autoridades de plantão do chamado establishment, sempre no mais absoluto controle de tudo e de todos para se apoderar de mentes e corações desprovidos de quem realmente represente seus mais profundos anseios de se dar bem de qualquer jeito, custe o que custar, desde que alguém pague a conta.

Mas não podemos reclamar que não fomos avisados. Graças ao pleno domínio verborrágico que possui, nosso improvável “herói” tem nos revelado um mundo cada vez mais sombrio e propício a catástrofes de todos os tipos e proporções. Ele, com seus múltiplos personagens, escancara o preconceito, a discriminação, o ódio, a exploração do homem pelo homem, o ataque às religiões, a atração pelo poder do dinheiro, a preguiça, a jogatina desenfreada, a malemolência no trabalho, o culto ao vício, a culpa sempre terceirizada e outras “amenidades” do dia a dia.

Chamei o cara de perigoso, mas eu me rendo. Ele é bom mesmo. Um visionário! Um gênio que merece ser reverenciado. E ter o nome berrado e escrito em letras garrafais como vou fazer aqui. Grande DAN GREANEY!!! Já faz 16 anos que o roteirista dos Simpsons nos avisou que haveria um Trump desgovernado vindo na nossa direção.

Não sei se foi esse “profeta” que “previu” os atentados terroristas de Nova York e até a “tragédia” de uma derrota para Alemanha numa Copa do Mundo, também mostrados pela turma do Homer. Mas, por precaução, voltarei a ver os premonitórios episódios, já que posso ser um bom alvo em três categorias: latino, árabe e de origem muçulmana. Aos que se sentem ameaçados de levar “trumpetadas”, uma sugestão deixada pelo Homer Simpson ao se encontrar com seres de outro planeta. É a mais pura solidariedade “trumpiana”…

– Oh, não, alienígenas espaciais! Por favor, não me comam! Eu tenho mulher e filhos. Comam eles!