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Só no balanço

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h43

Publicado pela 1ª vez em 29/12/2009
O ano está acabando e é hora de fazer um balanço. Ao relembrar as notícias nas retrospectivas, é inevitável não se confundir e achar que determinados fatos não são tão recentes e aconteceram há muito mais tempo.
Para não complicar ainda mais, vamos ficar apenas no balanço dos escândalos. O ano começou com um deputado Cinderelo enrolado por causa de um castelo. Balançou, balançou e não caiu.
Depois, rolou uma farra de passagens aéreas nas asas do dinheiro público. Teve gabinete que virou agência de viagens. Uma turma com consciência pesada até devolveu a grana, mas o pessoal continua balançando nos aviões que cruzam o céu deeeeeeeste país.
Mais adiante, vieram à tona os atos secretos de bondosos senadores que empregaram parentes, parentes dos parentes e parentes dos parentes dos parentes. Isso sem contar os que arrumaram uma boquinha para os amigos, os amigos dos amigos e os amigos dos amigos dos amigos. Alguns cargos foram devolvidos, mas os parlamentares não perderam o gingado e seguem por aí, no maior balanço.
Tivemos ainda a festa dos fantasmas, o aumento do número de vereadores, a autorização para um calote público no contribuinte, notas frias para justificar gastos e uma tentativa de proibir candidaturas de gente com ficha suja. Nada que afetasse o balanço de onda de mar do trabalho parlamentar.
E, para fechar bem o ano, veio o escândalo do dinheiro na cueca e na meia que balançou as estruturas em Brasília e nada mais. Por enquanto, sobrou apenas para as cédulas, coitadas, submetidas aos chulés e fundilhos. No fim das contas, o balanço dessas excelências teve um saldo muito positivo. A nós, os pagadores, resta fazer votos para que eles não tenham um 2010 desse jeito, só no balanço.

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