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Robô não é bobo

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h19

Publicado pela 1ª vez em 26/11/2009
Os japoneses voltam a assombrar o mundo com as novidades de uma tradicional feira de robôs. A cada ano as invenções ficam mais avançadas e tornam a vida mais fácil, desde que se possa pagar por isso.
Já existe máquina pra tudo, indo de serviços domésticos ao auxílio a pessoas com mobilidade reduzida. Mas já surge uma ponta de preocupação no mercado de trabalho.
Em casa, serviços pesados são realizados sem reclamação, sem salário, sem previdência social, sem cansaço, sem dor de cabeça, sem horário.
Também está disponível o robô-garçom. O sujeitinho anota pedidos, limpa a mesa, serve, não chama ninguém de chefia e não sabe o que é gorjeta.
Outro que faz sucesso é o robô-jogador de futebol. O craque dribla, passa, chuta, não reclama de treino, adora concentração e só joga por amor à camisa. E o melhor de tudo é que ele não diz “a gente vamos se esforçar pra reverter o placar no segundo tempo”.
Os investimentos não param e um dia, não custa sonhar, haverá o robô-político. Vai trabalhar sem parar, sem pedir votos, sem verbas polpudas, sem discursos longos, sem segundas, terceiras, quartas ou quintas intenções. O projeto está praticamente pronto, mas sumiu misteriosamente. Por favor, alguém robô???

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