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Que trazes pra mim?

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h45

Publicado pela 1ª vez em 14/04/2009
Tem gente que acha que o símbolo da Páscoa já foi embora, mas ele ainda está entre nós e deixa marcas por todos os cantos. É só olhar em volta para perceber como estamos cercados de ágeis coelhos por todos os lados. São tão rápidos em suas ações que fica difícil de acompanhar. Não dá tempo nem de completar uma frase direito.
O DETRAN do Rio de Janeiro, por exemplo, está cheio de coelhos. Numa decisão meteórica, eles resolveram suspender a carteira de habilitação do Edmundo, após a constatação de que o atleta tinha somente 219 pontos no prontuário. Coisa de artilheiro mesmo!
Em São Paulo, os coelhos estão na telefonia e na Internet. Os orelhudos receberam ligações e e-mails de gente irada por ficar sem conexão com o serviço de banda larga. Tudo resolvido dps (nem deu tempo de escrever a palavra “depressa”), em apenas uma semana. Lá não tem banda mole, não!
E os coelhos que cuidam dos juros, então? Eles sacaram ra-pi-da-men-te que existe uma crise econômica mundial e vão mandar uma paulada na testa da taxa “deeeeeste país”. Até deram um tempo pra Dona Selic sair correndo desde já, mas vão alcançá-la logo, logo, no dia 29 de abril.
Não dá pra entender como ainda existe gente que não acredita no coelhinho ou que só finge vê-lo na Páscoa. Ele não precisa ser ovacionado somente uma vez por ano: está por aí o tempo todo, sempre nos dando um chocolate.

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