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Quando os narizes empinam

Haisem Abaki

21 Julho 2017 | 11h42

De volta ao trabalho, mas ainda “contagiado” pelas férias, resolvi, preguiçosamente, fazer apenas um Control C, Control V hoje com algumas frases dessas últimas horas e do período em que estive ausente.

– A população vai compreender, porque esse é um governo que não mente. Não dá dados falsos. É um governo verdadeiro. Então, quando você tem que manter o critério da responsabilidade fiscal, a manutenção da meta, a determinação para o crescimento, você tem que dizer claramente o que está acontecendo. O povo compreende.

(O presidente de plantão explicando o aumento de impostos)

– Se a PF, o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro tiverem uma prova de que eu recebi cinco centavos, por favor, me desmoralizem, me prendam.

(Um ex-presidente que sempre ataca as elites e tem 9 milhões de dinheiros na previdência privada)

– Tenho que me desfazer de parcela do patrimônio familiar exatamente porque não obtive jamais, em tempo algum, vantagens financeiras através da política.

(Um senador que pede 2 milhões de dinheiros a um empresário, talvez numa demonstração de rebeldia contra os escorchantes juros bancários)

– Não tenho casa!

– Não tenho pai.

– Eu segui um menino e me perdi.

– Não quero ter esse narigão.

(Um boneco que virou gente e contou lorotas para a Borboleta, a Fada e o Grilo Falante)

Só o Pinóquio é capaz de provocar alguma reflexão no meio de tanto colóquio. Será? Parece que não. Nem isso mais. Os donos dos outros três narizes e seus seguidores não ligam pra essas coisas de consciência. Pobre boneco da cara de pau…