As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Promessas eleitorais gratuitas

Haisem Abaki

06 Setembro 2014 | 13h24

Está no ar um festival de horrores e incoerência, que faz sofrer quem tem um mínimo de memória. A tática é simples e repetitiva. É só levantar o tapete e puxar para fora a sujeira do adversário. Depois, aproveitando a viagem da vassoura, o “limpador” esconde os próprios detritos no mesmo lugar.
Tudo orientado pelo guru marqueteiro que sabe fazer a coisa errada do jeito certo. O raciocínio é banal (e não genial) porque aposta na despolitização e na fragmentação. Traduzindo: numa ponta o sujeito engana quem se orgulha de dizer que não gosta de política e na outra tira proveito do desavisado que ouve ou vê a propaganda por partes e não no todo.
Nessa pescaria predatória, o verbo da vez é “desconstruir”. Partidões que se odeiam e ao mesmo tempo se completam já estão com as picaretas em ação. Todos juntos e misturados na mesma batida, mas cada um com seu olho gordo nos tijolos que virão abaixo na tentativa de pegar mais sobras para aumentar o seu puxadinho de votos. É a lei da sobrevivência do urubu. Urubuzar é preciso. E no vale-tudo eleitoral, o Pelé de ontem vira o perna-de-pau de hoje.
O pobre eleitor também é apresentado a amizades suspeitas, sem saber que o denunciante é geralmente o traído na história. O “enganado”, coitado, acreditou naquelas juras de amor eterno e fidelidade que foram escritas com um galho na areia da praia. A onda da conveniência do momento veio e… Salve a sua coligação quem puder!
O planejamento estratégico dos generais da urna, de todos os lados, ainda conta com soldados bem armados que com cliques disparam nas redes sociais suas informações, terrorismos e xingamentos. O negócio é botar o galo pra cantar, não importa onde.
Tá com saco cheio da política? Então o negócio é esvaziar o dito cujo. Que cada um dos tratados como palhaços se torne um viral e se lance no desafio de um esforço maior para ver os candidatos a salvadores da pátria sem maquiagem. E se, ainda assim, eles insistirem na pintura carregada… Balde de gelo neles!