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Previsões líquidas e certas

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h56

Publicado pela 1ª vez em 27/01/2010
As tempestades não param e a meteorologia avisa que novas tormentas estão por vir. Já são 35 dias seguidos de chuva em São Paulo. Chuva molhada mesmo, daquelas que alagam, ilham, e assustam, deixando rastros de destruição por todos os lados.
Mas outros temporais estão desabando sobre nossas cabeças e não é preciso ser especialista para fazer novas previsões. Uma delas já está praticamente certa. Medidas em forma de relâmpago serão tomadas para combater as enchentes e vociferadas com voz de trovão.
Nuvens de afirmações contra administrações anteriores também vão se acumular e despejar números mostrando que a cidade está sempre passando por serviços de limpeza em ações constantes e não passageiras, como chuva de verão.
Outra profecia cientificamente comprovada: alguém vai chupar bala e jogar o papelzinho no chão, achando que isso não é nada, apenas uma garoa sem maiores consequências. Enxurradas de lixo vão ficar de saco cheio e se arrastar pelas ruas a caminho de famintas bocas de lobo.
Todas essas previsões se confirmarão, mas se houver alguma falha basta jogar a culpa em alguém usando um aparelho de última tecnologia e que se renova há muitos anos: o “empurrômetro”. A chuva vai continuar caindo em pé e correndo deitada. É só sentar e esperar.

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