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Pó-pó-pó, pó-pó-pó, pó-pó-pó

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h44

Publicado pela 1ª vez em 09/04/2009
O delegado Protógenes Queiroz foi à CPI das Escutas Telefônicas e negou ter feito grampos ilegais, mas na maior parte do depoimento recorreu ao direito de ficar calado. Pra quem não acompanhou, aí vai um resumo.
Protógenes prometeu palavras pesadas. Porém, preferiu proteger-se de perguntas perigosas plantado pacientemente no plenário.
Primeiro, proferiu um poema perturbador para o público perplexo. Prosseguiu na prosa patética previsível para pedir o privilégio de permanecer parado, praticamente uma paisagem.
Parlamentares pirotécnicos produziram performances planejadas. Perseguiam passo a passo a possibilidade política de proveito próprio. Prazerosamente, piavam provérbios prontos pensando protagonizar um papel policialesco.
Pessoas na platéia participaram do pitoresco procedimento. Prepararam palmas providenciais para preservar o perspicaz policial predador de poderosos polpudos.
Parei para presenciar a piada pronta, parecendo um pamonha, pamonha, pamonha. Pensei em perpetrar um palavrão, mas as letras necessárias se esgotaram. Por favor, alguém aí tem dois “pês” pra emprestar? Um “q” também ajuda!

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