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Perigosamente perto

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h38

Publicado pela 1ª vez em 23/12/2009
Uma data com espírito altamente natalino é comemorada hoje, apesar de ser odiada por muita gente. Mas não vale a pena fechar a cara e ficar com a segunda alternativa. O negócio é dar uma chance para a vida, que está ali, tão perto, a poucos passos.
É só fazer um mínimo de esforço e seguir um manual de tolerância para curtir a efeméride. Em primeiro lugar, não se importe com o barulho, seja da guitarra de rock pesado, da TV, do rádio no último volume ou de um simples salto alto.
Esqueça os latidos, deixando para lá as patadas. Não se importe com brigas e discussões (que às vezes também parecem latidos) nem com a criançada (que de vez em quando faz au-au). E não olhe para o relógio quando ouvir a furadeira, o aspirador de pó ou o liquidificador.
Faça um primeiro gesto, dizendo frases complicadas, mas possíveis após um período de treinamento: “Bom Dia”, “Boa Tarde”, “Boa Noite”. Esteja sempre informado sobre a previsão do tempo porque isso ajuda muito nessas horas.
Chega de ser ranzinza e de se incomodar com um monte de pequenas coisas que só são perda de tempo. É preciso ter coragem de tomar a iniciativa e dizer sinceramente: “Feliz Dia do Vizinho”. É hora de mudar, para melhor e para sempre. Vai dar certo, mas se não der, basta se mudar, para melhor e para sempre. Haverá sempre alguém à espera. Quem tem vizinho, não vive sozinho.

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