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Pêlo sim, pêlo não

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 17h06

Publicado pela 1ª vez em 18/05/2009
Surgiu um fio de discórdia em meio a um importante segmento profissional deeeeeste país. São pessoas que dão duro e trabalham pesado como carregadores de malas na rodoferroviária de Brasília.
O sindicato da “catiguria” decidiu tomar uma medida sem alça, de olho numa parte do corpo dos pobres carregadores. Braços? Não. Costas? Também não. Ombros? Que nada! Então aquela mais sensível, o bolso? Nããããão!!!
O alvo da preocupação fica entre o nariz e os lábios. Pelo amor de Deus! A soberana decisão foi pelo fim total e indiscriminado dos pêlos. Em nome de uma suposta higiene, fica proibido ter bigode. Barba, então, nem se fala!
No fio da navalha, os bigodudos começaram a cumprir na semana passada a ordem dos malas para continuar carregando as malas. Mas eis que surge a Agência Nacional de Transportes Terrestres para dizer: muito pelo contrário. A medida foi revogada e os bigodes já estão em fase de crescimento.
Quanto ao sindicato, é bom que pare de procurar pêlo em ovo. Os trabalhadores já sofrem o suficiente. Andar carregando malas no meio de tanta gente e sem fazer barbeiragem não é mole, não. Os burocratas sindicais bem que tentaram, mas essa passou raspando.

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