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Operação Bituca

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 18h34

Publicado pela 1ª vez em 07/08/2009
A noite passada foi uma criança em São Paulo. Batalhões antifumo foram a bares e restaurantes à procura de fumaça e encontraram ambientes menos poluídos.
Aparentemente, a nova lei tem tudo para pegar e não virar cinza. Foram maços e maços de informação e, até agora, ninguém alegou ignorância. Parece que a turma entendeu as mensagens, transmitidas em bom português.
Hoje, os fumantes que foram para a primeira noitada sem cinzeiro já estão comentando: “Nóis fumo pra balada e não encontremo ninguém fumando”.
Os garçons também estão muito contentes e dizem a plenos pulmões: “Nóis fumo pro trabalho e vortemo sem cheiro de cigarro”.
Os comerciantes já se conformaram e deixam bem claro: “Nóis fumo obrigados a cumprir pra não levar multa”
Os médicos estão muito felizes e não se cansam de dizer: “Finalmente nóis fumo ouvidos”.
Do fundo da lata de lixo vem a vozinha titubeante do cinzeiro: “Levei fumo”.
E os agentes da lei prometem ficar acesos na fiscalização e avisam: “Se você pensa que nóis fumo embora, nóis enganemo você”.
Se a lei pegar, muita gente vai largar!

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