As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O thriller do rei

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 18h10

Publicado pela 1ª vez em 26/06/2009
Mais um rei se foi, agora o do pop. Com realeza não tem meio termo: ou é amor ou é ódio. Enquanto uns choram e não acreditam, outros dizem que esse fim já era previsível, mesmo sem saber o que de fato aconteceu.
Não sou autoridade pra falar disso. O único disco que tive do rei ainda era do tempo de reizinho. Ele era uma criança-prodígio e cantava “Music and Me”. Mesmo assim, hoje é dia de todo mundo passear pelas músicas e tentar entender um pouco mais as letras, os ritmos, os trejeitos.
Talvez os fãs hoje queiram apenas “mais uma chance”, como ele pedia no primeiro sucesso, aos 11 anos.
Outros gostariam que, como em Billie Jean, ele “aceitasse um conselho” e se lembrasse de “pensar duas vezes”.
Também dá pra lembrar o refrão “somente cai fora, cai fora”, da música que também diz “você está brincando com sua vida”.
Ou ainda do homem diante do espelho pedindo: “olhe para si mesmo e então faça uma mudança”.
Haveria alguém pra responder com “Black or White” declarando: “não importa se você é preto ou branco”.
A vida do rei do pop foi um thriller, mas talvez ele esteja hoje mais vivo do que ontem. Os reis sempre sobrevivem. Com amor ou com ódio.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.