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O dedo que decide

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h55

Publicado pela 1ª vez em 28/04/2009
Em alguns países “mais atrasados” no sistema eleitoral, o cidadão é obrigado a exibir o dedo como prova contra fraudes na votação. Sem urnas eletrônicas, o eleitor leva uma carimbada no polegar ou no indicador, com uma tinta que demora pra sair. Assim, evita-se que algum esperto vote duas ou mais vezes.
Mas na Índia a Justiça Eleitoral só percebeu na última hora que a recente eleição nacional ocorreu logo depois de uma municipal e ainda tinha gente com o indicador pintado.
O jeito foi arranjar outra solução para garantir a lisura do pleito. Nada de polegar, mindinho ou seu vizinho. O sujeito chegava pra votar e levava uma pintura no pai de todos mesmo, devidamente erguido.
Que sorte a nossa! Ainda bem que não estamos “naqueeeeele país”. Não fazemos gestos obscenos e sabemos escolher a dedo os nossos representantes. Eles ficam cheios de dedos na hora de botar a mão na verba pública.
Um exemplo é o deputado Silvio Costa, do PMN de Pernambuco, que desistiu de lutar para preservar a passagem aérea de graça para os parentes dos parlamentares. Mudou de ideia depois de andar pelas ruas do Recife e ouvir reclamações dos eleitores. Foi um bom dedo de prosa.

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