As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O cunhado e a cascata

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h40

Publicado pela 1ª vez em 06/04/2009
Na imponente Serra da Cantareira, surge, de repente, um modesto imóvel com área construída de mais de 500 metros quadrados, em estilo japonês. São três andares, dois elevadores panorâmicos, três suítes, salão de jogos, piscina, sala de meditação e até uma cascata, que desemboca nos jardins. Tudo avaliado em seis milhões de reais
A revelação feita hoje pelo repórter Agostinho Teixeira, na Rádio Bandeirantes, é mais uma prova de que a família é um bem que está acima de tudo. O vereador Ushitaro Kamia, do Democratas, admite ser o dono do imóvel chamado de palácio imperial pelos vizinhos. Mas a obra ainda em andamento está em nome de um gentil cunhado e não apareceu na declaração de bens do parlamentar à Justiça Eleitoral.
Diante da descoberta, algumas expressões foram cunhadas pelo vereador para escapar das perguntas. Na primeira tentativa, houve uma sucessão de “num sei, num sei, num sei”. Depois, disse que o cunhado “está passando” o imóvel para o nome dele. E por fim, a frase cunhada pelo parlamentar foi: “Você acha que eu tô fazendo rolo?”. O Ministério Público já fez cara de “num sei, não” e abriu uma investigação. A suspeita é que o palácio imperial tenha muito mais do que uma cascata. Arigatô, cunhado!

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: