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Nas garras da lei

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 18h48

Publicado pela 1ª vez em 21/08/2009
Os últimos dias foram um deleite para quem já havia se conformado e achava que nem todos são iguais perante a lei. Os acontecimentos provaram que todos nós temos a mesma cara.
A turma da Máfia do Apito é um bom exemplo. Todo mundo está livre, leve e solto. A Justiça entendeu que a manipulação de resultados foi reprovável, mas não é crime perante a lei.
Em São Paulo, vereadores revogaram uma parte da Lei Cidade Limpa, mas em nome do respeito a uma lei federal. É só um pedacinho de nada, que permite a exibição de nomes de políticos em campanhas eleitorais.
Vivemos também o pleno cumprimento da lei que proíbe o fumo em locais fechados de uso coletivo. Agora o pessoal vai coletivamente para a rua. Ainda bem que há uma lei que pune quem joga bituca na calçada. Isso sem contar que a turma morre de medo de fazer barulho para não ser pega por outra lei implacável: a do silêncio.
E se alguém duvida que a lei é para todos, está aí o Conselho de Ética para comprovar que o visionário Raul Seixas estava certo. Ele partiu há vinte anos, mas a profecia da sociedade alternativa virou realidade. Viva a lei do chapéu!

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