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Não dá mais pra segurar

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 21h07

Publicado pela 1ª vez em 09/02/2010
Depois da operação caça-mijão deflagrada no Rio de Janeiro, o assunto deixou os cantinhos escondidos e veio à tona. O embate entre falta de educação e insuficiência de banheiros públicos, que sempre terminou empatado, está de volta.
Sessenta e dois cariocas que se aliviaram durante os desfiles de blocos carnavalescos no último fim-de-semana foram parar em delegacias. O crime aparece no Código Penal como “ato obsceno”, com multa e detenção de três meses a um ano, mas a punição não é líquida e certa.
Em São Paulo, a Rádio Bandeirantes foi às ruas para ver se o tema faz espuma como no Rio. Com os devidos cuidados, o repórter Francisco Prado constatou o esforço de gente que fica com a vassoura na mão. Na mira, estão os garis que precisam jorrar água e despejar cloro para limpar locais como o Estádio do Pacaembu, a Praça da Sé e o Cemitério do Araçá.
Autoridades municipais desviaram da conversa e pediram um tempo, sem aperto, para verificar quantos banheiros públicos existem na cidade. Deve ser um número estratosférico, quase incalculável. É uma demora insuportável, que não dá mais pra segurar. Salve a iniciativa privada!

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