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Na boca do povo

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 18h13

Publicado pela 1ª vez em 02/07/2009
Duas importantes datas comemoradas hoje são faces da mesma moeda. Por todo o país, não se fala de outra coisa. São datas religiosas lembradas por milhões de fiéis seguidores, sempre devotos em suas convicções futebolísticas.
Uma multidão festeja o Dia Nacional de Endeusamento do Técnico. Certo, Mano! O comentário geral é a estratégia vencedora de quem soube armar o time para ser campeão. Certo, Mano! Fala-se do espírito vencedor de quem veio lá de baixo e deu a volta por cima. Certo, Mano! E também da capacidade de liderança para suportar pressões de todo lado. Certo, Mano! O cara é o maior porque ganhou, mas seria chamado de burro se tivesse perdido. Certo, Mano!
A segunda data é lembrada com revolta e tristeza. Outra multidão se manifesta no Dia Nacional de Malhação do Técnico. O comentário geral é a estratégia perdedora de quem não conseguiu armar o time para ser campeão. Epa, Tite! Fala-se do espírito perdedor de quem tinha estrelas, mas não soube usá-las. Epa, Tite! E também da incapacidade de controlar os nervos para suportar pressões de todo lado. Epa, Tite! O cara é o pior porque perdeu, mas seria chamado de herói se tivesse conquistado o título. Epa, Tite!
Torcedor é assim mesmo e é melhor respeitar as crenças de cada um, por mais esquisitas que sejam. Santificado ou crucificado seja o vosso técnico. Certo, Mano! Epa, Tite! Amém!

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