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Mutantes em ação

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 19h03

Publicado pela 1ª vez em 03/09/2009
Cientistas britânicos e chineses acabam de confirmar uma suspeita de mais de 70 anos: os seres humanos são mutantes. O estudo conclui que cada pessoa tem, no mínimo, 100 mutações genéticas do DNA.
A pesquisa traz a esperança de prevenção de doenças, mas também serve, segundo os especialistas, para um melhor entendimento da evolução humana. Coisas que pareciam estranhas agora são compreensíveis. Uma das espécies mais sujeitas às mutações é o “homo politicus”. Existe um gene terrível, que causa troca de acusações e ofensas num determinado período. Aí, de repente, ele muda e provoca juras de amor eterno.
Outro gene faz essa espécie ser alvo de críticas injustas. Primeiro, a vítima sai por aí apertando a mão de todo mundo, distribuindo sorrisos e carregando criancinhas. Depois, ao sofrer uma mutação, o coitado fica alérgico a cheiro de povo.
O terrível distúrbio também atua no cérebro e na fala. Nos casos mais agudos, causa graves problemas financeiros. Os que sofrem desse mal reclamam dos altos impostos quando estão na oposição. Depois, como governantes, escondem a chave do cofre.
Ainda é cedo para comemorar e acreditar em cura. Por isso, essas pessoas merecem compreensão e solidariedade. As metamorfoses ambulantes são gente como a gente. No fundo, no fundo, eles são seres humanos. É que a mutação está no DNA: Danada Necessidade de Autopreservação.

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