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Momento de sobriedade

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h00

Publicado pela 1ª vez em 03/11/2009
Um exemplo de sinceridade acaba de chegar dos Estados Unidos e deveria servir para todos nós. O gesto partiu de uma mulher de 49 anos que, com a consciência pesada, ligou para a polícia e avisou que estava cometendo um crime.
Ela preferiu a verdade, se declarou culpada e foi presa, sem cambalear em busca de desculpas esfarrapadas nem fazer cara de tonta para negar o que estava à vista de todos.
A quase honesta senhora não fez como um certo servidor público flagrado com dois milhões de reais na conta e que diz ser apenas um pobre coitado.
Nossa quase heroína também não fez como o político que troca favores por dinheiro e diz que é tudo intriga da oposição.
Esta quase santa não fez como o juiz que errou num lance e diz que sempre apitou com convicção e sem intenção de prejudicar ninguém.
Há muitos outros maus exemplos que poderiam ser citados aqui. O que deveria acontecer para que estes e tantos outros senhores pelo menos admitissem seus erros e tentassem melhorar uma gotinha que fosse?
Bom, em primeiro lugar teriam que encher a cara como fez a quase sóbria Mary Strey. Ela ligou para a polícia para avisar que estava dirigindo bêbada. Um brinde à verdade, ainda que com ressaca!

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