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Mamma Mia!

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 17h56

Publicado pela 1ª vez em 05/06/2009
Quase duas semanas depois, a Ciência ainda busca uma explicação para a comovente história que fez quarentões viajarem no tempo nos últimos dias. Tudo por causa de uma garotinha inglesa de três anos, que acordou do coma cantando Mamma Mia, sucesso do grupo sueco ABBA lançado em 1975. Nossa! Já faz tanto tempo assim? Trinta e quatro anos?
Na política nacional, os tempos ainda eram duros. Havia censura e tortura. E o governo escondia a meningite, uma verdadeira epidemia. Mamma Mia!
Na moda, era o tempo das calças bocas de sino, do xadrez e das cores berrantes. Era assim que a gente se vestia. Mamma Mia!
No futebol, são-paulinos, palmeirenses e santistas gozavam os corintianos. A cada ano na fila aumentava a agonia (ou a alegria). Mamma Mia!
No cinema, estavam em cartaz Dona Flor e Seus Dois Maridos e Rocky, um Lutador (o primeiro do festival de porradas que ele levava até se levantar). Para a criançada, as risadas eram garantidas com Os Trapalhões e o Mazzaropi, mas havia um pesadelo chamado A Profecia. Mamma Mia!
Mais de 30 anos se passaram e muita coisa mudou. Aumentou a miopia, diminuiu a folia e os cabelos já não dão cria. Mas como é bom ver uma menina de volta à vida e passando bem, sem a meningite que a acometia. Mamma Mia!

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