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Luz que se paga e apaga

Haisem Abaki

25 de fevereiro de 2013 | 11h53

Publicado pela 1ª vez em 17/03/2010
Surgiu uma luz de esperança no horizonte do consumidor condenado à escuridão das desculpas sem sentido e dos gerúndios do tipo “vamos estar providenciando”.
Duas empresas cheias de energia para cobrar a conta acabam de ser autuadas para o pagamento de multas de até R$ 3,2 milhões pelos constantes cortes e pela irritante demora na normalização do fornecimento.
É claro que elas não ficarão paradas como poste e poderão se defender e recorrer até a última chama para escapar da punição. A multa não será cobrada na velocidade da luz, mas pelo menos já é um fiozinho de possibilidade.
Já passou da hora de fazer os donos da luz saírem das trevas do desligamento sem prazo para solução. Espera-se que agora, sob a ameaça de terem o dedo enfiado na tomada, fiquem com a cabeça mais iluminada e com atitudes mais acesas. Nossos dedos cansados de apertar o interruptor agradecem pela lâmpada que se acendeu nas mentes das autoridades de plantão. As velas já estavam se derretendo com a cabeça quente, assim como as contas, que nunca atrasam nem se apagam.

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