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Libertadores, ainda que tarde

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 21h18

Publicado pela 1ª vez em 25/02/2010
Hoje seria um bom dia para se falar de futebol, depois das fortes emoções da rodada de ontem. Mas não vai dar porque há outro assunto muito mais importante.
É a enchente, velha conhecida dos moradores desta cidade. A chuva chegou de madrugada e será mais um dia daqueles. Paulistanos ilhados sonham com projetos libertadores, capazes de acabar com tantos alagamentos.
Operações enxuga-gelo causam o maior medoô nos sujões que jogam lixo na rua, entopem bueiros e despejam entulho por aí. Enquanto isso, cidadãos que pagam um dilúvio de impostos sonham com gestos libertadores das desculpas que chovem torrencialmente.
Motoristas presos em pedaços de mau caminho se assustam com a água subindo e o transbordamento das multas de trânsito, para as quais nunca tem tempo ruim. Durante a longa espera, sonham com serviços libertadores dos buracos cercados por pequenos trechos de asfalto.
É hora de todo mundo torcer junto e a favor, sem secar ninguém, até porque a chuva não deixa mesmo. Aqui pode ter um bando de louco, mas nada de cara de bobão, ê, ô!

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