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Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 17h13

Publicado pela 1ª vez em 28/05/2009
Em São Paulo, vereadores da corregedoria absolveram por unanimidade um colega que não declarou uma mansão à Justiça Eleitoral. Em abril, quando a Rádio Bandeirantes revelou o caso, o parlamentar Kamia respondeu com uma sucessão de “num sei, num sei, num sei”.
Ao melhor estilo “uma mansão lava a outra”, a decisão foi unânime, apesar de dois vereadores, Alfredinho e Ricardo Teixeira, admitirem que sequer tinham lido o relatório que sugeria um “num sei” amplo, geral e irrestrito.
O relator Milton Leite justificou dizendo que o problema é da Receita Federal e que não houve crime. O corregedor Wadih Mutran não demonstrou preocupação ao ser perguntado sobre qual seria a reação popular.
Ele não precisa esquentar a cabeça mesmo, porque tem muito eleitor que diz “num sei, num sei, num sei” quando alguém quer saber em quem votou. Por isso, nenhum parlamentar perde o sono na kaminha.
Se surgirem outras denúncias, certamente também serão muito bem enkaminhadas. Não adianta aparecer com um kaminhão de acusações porque os vereadores não vão desviar da kaminhada cheia de projetos importantes para votar.
Como disse o ouvinte Aylton Borges, “assim kaminha a impunidade”.

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