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Hora de trabalhar com T

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 15h22

Publicado pela 1ª vez em 02/02/2009
Depois de um merecido descanso pelos relevantes serviços prestados à Nação no ano passado, nossos parlamentares estão de volta ao batente.
Brasília viveu hoje o “Dia T”. O País parou para acompanhar a escolha dos novos presidentes da Câmara e do Senado. Não se falou de outra coisa no fim de semana. As discussões foram acaloradas em bares, restaurantes e padarias. Nos estádios, teve torcedor perdendo lances do jogo pra comentar a eleição com o colega ao lado. Na cama, casais sussurraram tentando adivinhar o que iria acontecer.
Ao todo, nas duas Casas do Povo, cinco homens se dispuseram a fazer o imenso sacrifício de nos servir. Foram muitos sorrisos, abraços, apertos de mão e juras de fidelidade ao pé do ouvido, mas no Senado a conta do voto secreto não fechou. São 81 senadores. Só que, somados os votos que cada candidato dizia ter, eram 105, 24 a mais.
Por isso, hoje foi o “Dia T” em Brasília. “T” de traição. “T” de tentação. “T” de traquinagem. “T” de travessura. “T” de traíra. “T” de tapete puxado. “T” de tombo.
Quero acreditar que, depois da disputa, nossos parlamentares passem a ter um “T” maiúsculo pelo trabalho. Mas ouço a voz da razão me dizer com som de trovão: “Não seja tonto”.

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