As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Gol contra de letra

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 17h08

Publicado pela 1ª vez em 20/05/2009
A Secretaria da Educação deeeeeste estado está preocupada com outra palavra que termina em “ão”: investigação. Tudo por causa de um livro inadequado indicado para alunos da terceira série do ensino fundamental.
Meninos e meninas de nove anos receberam a publicação “Dez na área, um na banheira e nenhum no gol”. É uma história em quadrinhos recheada de referências sexuais e palavrões.
A própria editora informou que a obra é voltada para adolescentes e adultos. Mesmo assim, chegaram a ser distribuídos 1.200 exemplares, já recolhidos.
O governo de São Paulo quer saber agora quem foi o responsável pela liberação, ão, ão, ão. O programa Ler e Escrever conta com 818 títulos selecionados por uma comissão. Ih, olha o “ão” aí de novo!
O que se espera agora é um trabalho sério, com T maiúsculo, para descobrir quem são os responsáveis por mais uma história que não está no gibi. Uma dica para os detetives educacionais: a tal comissão, ão, ão, ão deve ter dez na área, um na banheira e nenhum no gol. E que timaço, aço, aço, aço!

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.