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Futebol se faz de conta

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 19h55

Publicado pela 1ª vez em 27/10/2009
A matemática é uma ciência exata. Exata mesmo, sem meio termo. Ou o sujeito é muito bom, ou então é um zero à esquerda. Por isso, muita gente torce o nariz para a danada. E às vezes espicha o olho para o lado na hora da prova.
Mas existe uma matemática que caiu na boca do povo: a do futebol. As contas mudam a cada rodada, numa sucessão de adições e subtrações. Todos fazem os cálculos e não chegam à raiz quadrada do problema porque há equações para todos os gostos e desgostos. Há hipóteses e hipotenusas para alimentar os sonhos de todas as torcidas, da cabeça ao pé da tabela do Campeonato Brasileiro.
O Palmeiras, por exemplo, que já teve mais de 70% de chances de ser campeão, agora está perto dos 40%. Não é um mau negócio, principalmente se o time se multiplicar no esforço e jogar bola ao quadrado, sem deixar o torcedor louco pra cateto.
No chulé da classificação, o Fluminense só aparece com 3% de um fio de esperança de escapar do rebaixamento. É pouco, mas é preciso acreditar até o último decimal, ainda que o desempenho seja ordinário.
É melhor fazer gols de cabeça do que contas de cabeça e lembrar que no jogo, ao contrário da matemática, sempre vale a pena chutar. A matemática é uma caixinha de surpresas e só acaba quando o juiz apita. Até lá, tudo deve ser um risco calculado. Noves fora, o que vale é a bola! Então, chega de faz-de-conta!

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