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Escreveu, não leu, o dicionários comeu

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 15h24

Publicado pela 1ª vez em 03/02/2009
A garotada já está de volta às aulas e logo vai saber escrever seguindo o novo padrão ortográfico da língua portuguesa. Para quem já não usa mais lancheira, é mais fácil aprender com as crianças.

Mulher grávida, por exemplo, agora já não tem mais enjôos, com acento circunflexo. O fim do famoso chapeuzinho é um peso a menos para quem já carrega um bebê. A mesma regra vale para os voos, onde às vezes também faltam assentos com dois ss mesmo.

Assembleia é outra palavra que ficou sem acento, mas não vamos perder a esperança porque certamente nossos deputados continuarão a ter grandes ideias, também sem acentuação no e. Tudo, é claro, com o objetivo de beneficiar um povo heroico, que não vai deixar se abater só por causa do acento perdido no o.

Na infraestrutura, que agora se escreve tudo junto, as obras com certeza ficarão mais baratas após o corte do supérfluo hífen, responsável por enormes gastos públicos. Em compensação, vamos gastar mais energia para esquentar a comida no micro-ondas, que passa a ter o tal tracinho. Mas se for linguiça, dá pra economizar um pouco sem o trema, aquele sinal de dois pontinhos em cima do u que a gente comia sem perceber.

Achou complicado? Então fique em seu assento, não trema e não tenha traços de teimosia. Com o tempo a gente aprende. Não é um problema tão acentuado.

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