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Dilma, Aécio, torneira seca e Mussum

Haisem Abaki

18 de outubro de 2014 | 12h04

Fiquei a semana inteira com quatro preocupações profissionais principais: Dilma, Aécio, torneiras secas e Mussum. As três primeiras relacionadas ao noticiário pesado de cada dia e a última por causa de um programa que só apresento aos sábados.
Entre um “a candidata mente” e/ou “o candidato mente” e outro, entre um “não seja leviana” e/ou “não seja leviano” daqui e dali, entre “os corruptos do partido da senhora” e/ou “os corruptos do partido do senhor” desferidos pelos dois lados ocorreram alguns ótimos “recreios”, não para descansar, mas pra tratar de outro assunto, cacildis!
Sim, também apareceram o Alckmin e a presidente da Sabesp pra dizer que a falta de água era apenas “pontual” enquanto ouvintes inconformados com as desculpas deslavadas relatavam um oceano de casos “pontuais” apenas nas regiões norte, sul, leste, oeste e central. Mas eu podia relaxar depois do jornal gravando entrevistas em que se falava de “mé”, “biritis”, “cachacis” e “suco de cevadis”.
Logo surgiram questionamentos no clima político-eleitoral do momento. Sobre a água, houve quem dissesse que havíamos esperado a eleição estadual se definir em primeiro turno para falar do racionamento. Quanto a mim, com toda a sinceridade, posso dizer que estou “tranquilis”. Tratei do problema o tempo todo, apesar das restrições da lei eleitoral no Rádio, que não permite críticas mais diretas.
Voltando para os dois candidatos que querem ser “presidentis”, vi amigos petistas e tucanos trocando ofensas pelas redes sociais. Gente até de bem e que admiro perdendo a “composturis” e se bloqueando mutuamente no Facebook. Se for a favor do meu time é “mão na bólis”, mas se for pênalti pro adversário não foi nada, só “bola na mãozis”.
Por sorte, pude fugir um pouco dessas brigas de “torcidis organizadis” entrevistando o filho do Mussum, o biógrafo daquele que estará “forevis” no coração de todos nós e o “simpatiquis” Dedé Santana, contando histórias impagáveis dos Trapalhões.
Foi um jeito de terminar bem a semana depois de ver o espanto do meu filho, os olhos arregalados de um garoto de 11 anos ao meu lado durante um debate presidencial. “Eles só ficam assim, um falando mal do outro?”, perguntou o moleque.
E de novo veio aquela leva de gente, ora me chamando de “petista”, ora de “tucano”, mas que ainda assim me dá o prazer da audiência e tem o meu respeito. Já me importei muito com isso, mas hoje vejo que “a vida é curtis” e que o importante é ser “honestis” no que você faz. E vamos pegar no pé do “candidatis” que vencer, seja quem for, “Dilmis” ou “Aécis”. Valeu, Mussum! Obrigado mais uma vez por esses momentos de alegria. E agora eu vou me “pirulitazis”.

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