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De pai pra filho

Haisem Abaki

25 de fevereiro de 2013 | 14h56

Publicado pela 1ª vez em 04/03/2011
Meu filho tem quase oito anos e já sabe das coisas. Prova disso é que ele gooooosta da mamãe e gosta do papai. Beeeeeeija a mamãe e beija o papai. Abraaaaaaça a mamãe e abraça o papai. Por isso, tenho a certeza de que ele será um cara decente. Já é um bom começo, mas espero que ele acumule outros gostos ao longo da vida e que alguns, talvez, sejam parecidos com os meus.
Quero que ele goste de um ser chamado “gente” e que consiga enxergar o que existe de melhor nas pessoas, mas que tenha uma dose mínima de malícia pra se defender de quem só tem aparência de “gente”.
Quero que ele ame alguém profundamente e saiba dar e receber felicidade, sem medo de rir, chorar, concordar, discordar, desculpar e pedir desculpas.
Quero que ele seja muito sério, mas que sempre tenha uma bobagem engraçada pra falar. Que tenha firmeza, mas não perca a sensibilidade.
Quero que ele seja muito sincero, mas não áspero. Que seja certinho, mas que possa dar umas derrapadas de vez em quando.
Quero que ele seja muito homem, mas não perca a doçura. Que goste de futebol com amendoim, mas também de assistir comédias românticas com pipoca e segurando na mão de alguém especial.
Quero que ele tenha uma paixão por uma pessoa e pela profissão como o Totó, de Cinema Paradiso. E que não se canse de ouvir a trilha sonora do Ennio Morricone e de ver o fim do filme com a mesma emoção da primeira vez.
Quero que ele ouça notícias no rádio pra ficar bem informado, mas que não deixe de ter momentos musicais cheios de “love hits” que o façam sonhar e sentir saudade.
Quero que ele goste de caminhar e esteja sempre em boa forma, mas que se permita estar ao lado de uma companhia delicada para um sundae.
E, como eu, quero que ele goste um pouquinho de si mesmo e gooooooste de uma pessoa com voz suave e olhos marcantes.
Caramba! Esse moleque já começou a me puxar!

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