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Cofre filho da mãe

Haisem Abaki

25 de fevereiro de 2013 | 14h23

Publicado pela 1ª vez em 04/05/2010
Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostra que mãe não tem preço, mas é uma pessoa muito querida e valorizada pelos cofres públicos federais, estaduais e municipais.
Um perfume importado, por exemplo, cheira muito bem para os arrecadadores contumazes, que ficam encharcados com 78% de impostos a cada frasquinho vendido. Se o produto for nacional, a mão grande cai para apenas 69%.
O bom filho ainda pode escolher um forno de microondas para a rainha do lar e ser um bom pagador de tributos, deixando 59% do preço para aquecer as contas governamentais.
O Fisco também acha joinha, joinha quando o presente do Dia das Mães sai de uma joalheria. Metade do precioso agrado aumenta o quilate dos recursos abocanhados com voracidade. Num carrinho popular, 36% vão direto para o acelerador da carga tributária.
Na batedeira, os gulosos ficam com 44% do bolo, enquanto o liquidificador rende 43% de pura vitamina. Na geladeira, são quase 37%. É de congelar mesmo. No fogão, 27% ajudam a dar um gás na deliciosa receita.
Nos itens de vestuário, os leões despem o contribuinte em 34%. Pior ainda se for um par de botas: eles botam as patas em 36% e ficam bem calçados.
Dá pra pelo menos almoçar com a mamãe num restaurante? Dá, mas os fominhas ficam com 32% da conta, um prato cheio.
Cofre público é como coração de mãe. Sempre cabe mais, mais e mais. Cofre público é sempre um bom filho. Um bom filho da maaaanhêêêêê!

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