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Cinto, sinto muito

Haisem Abaki

25 de fevereiro de 2013 | 14h40

Publicado pela 1ª vez em 27/08/2010
Estou vivendo uma fase muito importante da minha vida e não tinha me dado conta disso. Algumas pessoas devem ter percebido, mas não quiseram comentar. Então, eu assumo e não tenho medo de esconder. Muito pelo contrário.
Vivo agora esta nova etapa em toda a sua plenitude, apesar de não saber como começou e nem porque está acontecendo. Até tentei lutar contra isso, mas decidi não reprimir a mim mesmo.
É claro que em algumas ocasiões não tem jeito e sou obrigado a seguir as convenções. Só que, cada vez menos, tenho me submetido a esse aperto porque estou sem medo de ser livre, leve (bom, leve nem tanto, mas voltei a fazer exercícios) e solto.
A mudança foi tão impactante que até perdi o símbolo maior daquela prisão em que estava. Nem sei onde foi parar o dito cujo. Acho que ficou perdido em algum canto numa viagem que fiz à Síria ou deve estar no fundo do armário, que vasculhei preguiçosamente, sem muita vontade de encontrar aquele danado.
Acabei comprando outro para o caso de alguma emergência, mas usei muito pouco o novo acessório, que está largado no fundo da mochila para não ficar achando que pode me enrolar como fez o antecessor.
Minha mulher até disse que escolhi mal o apetrecho, que existem outros mais modernos, mais jovens. Um jeito sutil, sem perder o carinho, de me chamar de velho. Mas eu não ligo. Eu não sinto nada. Aliás, também não “cinto” muito mesmo. Não quero nada, apenas ser feliz com a camisa por cima da calça. Minha mulher tem razão. Talvez seja mania de um novo velho. Meus sapatos que se cuidem!

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