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Chega de carência

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h46

Publicado pela 1ª vez em 15/04/2009
A partir de hoje, consumidores insatisfeitos com seus planos de saúde já podem mudar de operadora sem perder as carências. Podem, por exemplo, continuar carentes de bom atendimento. Podem ainda ser carentes de coberturas não previstas. Também podem permanecer carentes de contratos com termos mais compreensíveis e letras maiores. Ah, e ainda podem se manter carentes de descontos quando ficam mais velhos ou quando o plano faz aniversário e apaga as velinhas.
Para ter direito a tantos benefícios, é preciso estar no plano antigo há pelo menos dois anos e, é claro, em dia com os pagamentos. Mas o infiel consumidor não pode ser tão volúvel assim. Não é por causa de qualquer doençazinha que poderá ter chilique e ficar pulando de plano quebra-galho em plano quebra-galho. As juras de amor eterno precisam durar dois anos antes de uma nova paixão.
Como não sou médico, espero que este diagnóstico esteja completamente errado. Tomara que ninguém precise ficar doente para comprovar que encontrou a felicidade. Mas a insatisfação não é motivo para perder a compostura. O correto é abrir o jogo com o traído:
– Alô, é do Plano Seis? Quero dizer a você que foi bom enquanto durou. Você ainda vai encontrar alguém que mereça o seu amor…
Depois, sim, é hora de oficializar a nova relação:
– Alô, é do Plano Meia Dúzia???

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