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Carregando nas tintas

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h01

Publicado pela 1ª vez em 04/11/2009
Os saudosistas vão discordar, mas não há dúvida de que o futebol-arte está de volta. Pode não ser aquele do passado glorioso, mas é futebol-arte, sim senhor e senhora.
Quem não concorda, antes de reclamar, que olhe o colorido do atual Campeonato Brasileiro. É uma bela e acirrada disputa. Uma verdadeira pintura.
Hoje, por exemplo, é dia de um jogo sensacional entre dois tricolores, o Grêmio e o São Paulo. Não é preciso ser artista para fazer a experiência. Misturando verde e branco, a cor resultante é azul, preto e branco.
Esta também é a cor que fica após três outras misturas: vermelho e preto, preto e branco e até vermelho e branco, que é rival do azul, preto e branco.
No domingo, estarão frente a frente o Palmeiras e o Fluminense, um na ponta e o outro na rabeira da tabela. Aí, é só juntar preto, branco e vermelho para ver que fica vermelho, verde e branco. Também é possível obter essa cor com a junção de vermelho e preto ou preto e branco ou ainda vermelho e branco.
Não entendeu nada? O excesso de cores confundiu ainda mais a sua cabeça? Não tem problema. Na verdade, o segredo do novo futebol-arte não está na pintura, mas na secagem dela. Uma boa secada vale por mil palavras. Desse jeito, ninguém vai ver a cor da bola.

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