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Cabeça, tronco e membros

Haisem Abaki

25 de fevereiro de 2013 | 11h59

Publicado pela 1ª vez em 25/03/2010
Grandes craques, como o corintiano Ronaldo e o palmeirense Marcos, merecem respeito por tudo que já fizeram com os pés, as mãos e a cabeça. Eles não têm sangue de barata para suportar tantas críticas e xingamentos, mas precisam conviver com isso e com a coceira na língua e, principalmente, no dedo.
Torcedor, seja qual for a cor do time, costuma pensar com o coração. Às vezes, raciocina com o fígado e o estômago, querendo partir logo para o braço. Nem sempre o sujeito é capaz de dar de ombros para as derrotas, que fazem parte do jogo. Daí, para meter os pés pelas mãos, é um pulo.
Outro problema é que muitos ficam com dor de cotovelo e tentam chutar o traseiro mais próximo. Eles não suportam adversários sorrindo de orelha a orelha e metendo o nariz na desgraça alheia.
Futebol deveria ser apenas uma brincadeira, sem olhos de fúria e bocas parecendo metralhadoras. Isso não faz bem a ninguém, dos fios de cabelo às unhas do pé. Vida longa ao Santo e ao Fenômeno! Eles não precisam ficar cheios de dedos para falar, mas é melhor fazer sinal de positivo e esconder o pai-de-todos. Mindinho, seu vizinho e fura-bolo vão continuar na maior torcida!

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