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Buraco sem fundo

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 18h04

Publicado pela 1ª vez em 19/06/2009
Um velho símbolo de charme entra numa fase ruim e leva uma chacoalhada. Não faz muito tempo, era chique tê-lo como amigão do peito, um verdadeiro chapa.
Hoje, o pobre está chamuscado e tem gente chiando ao pressentir o risco de levar um chocolate. O coitado entrou em choque e já virou alvo de chacotas. Ninguém mais quer tomar um chapéu e ter chilique por causa dele.
O que era um grande chamariz virou sinônimo de chatice e ficou no chinelo. Quando aparece, já vai logo levando chicotadas. Ele está se sentido um chinfrim e só quer mais uma chance, mas só leva chute.
Dá dó de vê-lo chafurdando e sendo tratado como um charlatão. Ele chora pedindo apenas um chamego. Mas só querem mandá-lo chispar imediatamente e sem chorumela.
Tem gente que nem aceita conversa e já avisa num cartaz que chama a atenção: NÃO ACEITAMOS CHEQUES. O mês de maio teve o maior índice de borrachudos da história deeeeeete país. Será que é motivo para tanto achincalhe? No fundo, no fundo, ele não merece! Mas só no fundo!

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