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Borrifada nos juros picantes

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 15h26

Publicado pela 1ª vez em 05/02/2009
Nesses tempos de crise, uma palavrinha do economês passou a ser apontada como vilã na selva financeira. O nome até que é bonitinho: spread.
Na prática, é a diferença entre o custo de captação e do empréstimo do dinheiro, que fica para os bancos em forma de lucro.
Resumindo, esse negócio com nome de inseticida dá uma borrifada no crédito e deixa o consumidor feito barata tonta.
Pra ajudar um pouco o cliente que sente um formigamento ao saber quanto vai pagar, o site do Banco Central começou a publicar as taxas cobradas pelas instituições financeiras.
Vamos esperar para ver se o zunido na orelha bancária vai fazer algum efeito ou se o cliente vai continuar a pagar juros borrachudos.
Vale acreditar, gente! O volume de picadas vai diminuir da mesma forma que a gasolina fica mais em conta “neste país” toda vez que o preço do petróleo cai lá fora.
Mas para garantir essa graça, não custa nada rezar. Vamos começar dizendo: “Cruz Crédito!”.

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