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Aumento açucarado

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 20h51

Publicado pela 1ª vez em 20/01/2010
O consumidor já sente o gosto amargo do aumento do preço do açúcar. Manter o hábito refinado está cada vez mais difícil com tantas justificativas cristalizadas para a alta.
Quebras de safras no exterior ensacam e empilham reajustes e adoçam as exportações, deixando o valor mais salgado para o comprador daqui, condenado a ser café pequeno.
E não adianta reclamar melosamente porque vem mais repasse por aí, pelo menos até maio. Será preciso bater muito pé-de-moleque pela rua para encontrar alguma rara promoção.
O mais provável é levar bolacha mais cara na cara, sucos e refrigerantes com elevações líquidas e certas e leite condensado assustando muita moça desavisada. Isso sem contar a goiabada e a marmelada, com aumento na lata. E ainda os ovos de Páscoa, que vão dar um chocolate no eterno freguês.
Promessas de redução no preço do açúcar já estão sendo esparramadas, mas é melhor esperar sentado na padaria, de olho no pão doce. Por enquanto, isso é só um sonho que dá água na boca! Mas não vamos perder a esperança como o carro, coitado, que está se embebedando de gasolina.

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