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Amigo é pra se guardar do lado esquerdo do bolso

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 16h12

Publicado pela 1ª vez em 05/03/2009
Brasília viveu nas últimas horas uma cena tocante, digna de nos fazer acreditar de novo no ser humano. E a prova de que a vida ainda vale a pena veio justamente de onde menos se esperava: o Senado da República. No primeiro dia como ex-dono do cofre da Casa, Agaciel Maia foi recebido como uma estrela na chegada ao trabalho, agora apenas como um humilde servidor que tem uma mansão avaliada em 5 milhões de reais. Foi aplaudido e ouviu gritos de “Eu te amoooooooooo!” e a gratidão de quem reconheceu que “ele colocou muita gente” lá. O coração do ex-chefe amado bateu forte, alternando sons de “dim-dim-dim-dim-dim-dim” e de “tutu, tutu, tutu”. O agraciado Agaciel se emocionou e disse aos 500 colegas de trabalho que só queria a amizade deles. A explicação para tamanha admiração pode estar neste trecho de um belo cordel do poeta pernambucano Miguezim da Princesa: “Ganhando 18 mil/Na direção do Senado/Ele fez economia/Veja só o resultado/Nunca gastou o salário/E tornou-se milionário/Por viver sacrificado”. O poeta tem razão ao dedicar um cordel a Agaciel. Ele merece uma reverência fiel. É de tirar o chapéu. E agradecer ao céu!

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