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Ai, que medo!

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 19h56

Publicado pela 1ª vez em 28/10/2009
Estamos vivendo dias tenebrosos e é preciso olhar com cuidado por onde se anda. Seres que gostam da escuridão estão à espreita e surgem de repente com seus dentes afiados, de olho em pescoços expostos e desavisados.
Quem pensa que isso é coisa da literatura e do cinema se engana. Eles estão mais perto do que podemos imaginar. Uma nova infestação está acontecendo num lugar que é a alma da nação e onde só tem gente preocupada com o bem comum. Os terríveis chupins rondam o Senado à procura de novas vítimas.
Eles são muito discretos durante o dia, mas se revelam assim que o sol se põe. Aparecem lá pelas 18h30, sempre muito bem dispostos. Tem gente que não acredita, mas um senador jura que viu. O relato é aterrorizante: “Às seis e meia começa a chegar todo mundo, com cabelo molhado, ajeitado, e quando dá oito e meia, nove horas, vai todo mundo embora e ganha o salário do dia e a hora extra”.
O ambiente fica ainda mais pesado quando eles se juntam aos fantasmas que também deixam o dinheiro do contribuinte em maus lençóis. Mas nem tudo está perdido. Dois super-heróis, um bigodudo e outro que fala com a boca cheia, ameaçam os seres do mal.
Os fantasmas e vampiros nem vão dormir de dia de tanta comemoração. Eles dizem que super-heróis “no eczisten”.

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