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Adios, latino-americano

Haisem Abaki

24 de fevereiro de 2013 | 17h10

Publicado pela 1ª vez em 22/05/2009
Quem já não quis uma casa no campo, onde teria a certeza dos amigos do peito e nada mais? Um lugar para criar um filho de cuca legal e plantar e colher com a mão a pimenta e o sal?
Quem já não se revoltou por ser apenas um número e uma impressão digital? Por ser somente um nome na folha de pagamento? Ou por ter um diploma na parede, pegando poeira?
Quem já não teve raiva de acordar cedo e ouvir dizer que Deus ajuda quem cedo madruga? E não quis pegar um caminho mais comprido e divertido? Algo bem latino-americano e sem nenhum engano?
Quem já não questionou quando, afinal, seria o dia da sorte? E acreditou que antes da morte ele chegaria? Ou apostou que pelo menos a sorte dos filhos iria mudar?
Quem já não se sentiu preso numa cela de ossos, carne e sangue, à espera do conforto de não ser mais ninguém? E não teve vontade de virar a própria mesa, meter um “marlon brando” nas ideias e sair por aí?
Boa viagem a Zé Rodrix, que embarcou numa moto hoje. Todo mundo tem um pouquinho de Zé Rodrix.

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